Desabafo de um Ouvinte Tradicional
Desabafo de um Ouvinte Tradicional: A Rádio Que Aprendi a Amar Está Mudando...
Sou daqueles ouvintes raiz, do tempo em que o rádio AM (ou OM, como também era chamado) reinava absoluto nos lares brasileiros. Hoje, esse formato praticamente desapareceu — ou foi engolido pelas novas tecnologias e pela pressa do mundo moderno. Mas eu continuo fiel à velha guarda: gosto de programas metódicos, com notícias bem apuradas, comentários políticos que ajudam a formar opinião, e aquele entretenimento que não precisa gritar para ser ouvido.
Há anos sou um espectador dedicado da Super Rádio Tupi do Rio de Janeiro. Quando havia concorrência acirrada, eu alternava entre a Tupi e a Rádio Globo, especialmente para ouvir o inesquecível Haroldo de Andrade — que voz, que presença! Era rádio com alma, com identidade. E esse estilo, infelizmente, está se tornando peça de museu.
Mudanças na Programação: O Que Está Acontecendo com a Tupi?
No dia 1º de setembro, a emissora passou por uma reformulação na grade de programação. Segundo o presidente da rádio, foi uma mudança “mínima”. Mas para quem acompanha há anos, qualquer alteração mexe com o coração do ouvinte.
- Das 08h às 10h, o tradicional 'Show do Clóvis Monteiro' foi substituído pelo 'Programa Isabele Benito', que antes ocupava o horário das 10h às 11h.
- Clóvis Monteiro agora está no ar das 10h às 12h.
- Francisco Barbosa aparece das 13h às 14h.
E aqui começa meu dilema: não consigo me adaptar ao novo programa que tomou o horário do Clóvis. Simplesmente não dá. O estilo não me agrada, não me prende, não me representa. O mesmo vale para o 'Programa do Francisco Barbosa' — o horário não é para mim. Resultado: restaram apenas o 'Show do Antônio Carlos' e a 'Patrulha da Cidade', que ainda mantêm aquele espírito da rádio que aprendi a amar.
Ah, e tem uma tal de Boneca Amarela... sinceramente, não sei qual é a proposta do programa. Antes tinha duas horas, agora só tem uma — graças a Deus. Mas mesmo assim, não me vejo ouvindo.
Não É Ranzinzice, É Paixão Pela Rádio de Verdade
Pode parecer rabugice de um senhor saudosista, mas não é. Tenho certeza de que muitos ouvintes tradicionais também se sentiram deslocados com essas mudanças. O problema é que não temos com quem reclamar. A rádio muda, e pronto. Fica por isso mesmo.
Mas aqui, neste blog, eu posso fazer o que gosto: colocar minha opinião no papel — ou melhor, na tela. E é para isso que ele existe. (risos)
Se você também é um ouvinte das antigas, que valoriza o formato clássico das grandes rádios, deixe seu comentário. Quero saber: essas mudanças repentinas no cotidiano te afetam? Te incomodam? Ou você já se adaptou ao novo estilo?
Até a próxima sintonia!

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