O Palhaço Louco
O Palhaço Louco
Uma das coisas que minha mãe sempre nos ensinou foi: “com doido não se mexe e não se discute.”
Mas… e quando o palhaço é doido e mau-caráter?
Pois é. Dessa vez, nem sei por onde começar…
O que movimenta o noticiário desde a semana passada é o tarifaço prometido pelo presidente Donald Trump. Ele justificou essa medida protecionista em defesa da economia americana alegando “injustiça” no processo judicial contra o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro.
É algo tão sem sentido e desproporcional que beira a loucura.
Nem é preciso lembrar que o Brasil é um país soberano e independente, que jamais foi colônia de ingleses — muito menos de norte-americanos.
Ontem (18), houve mais um embate — uma contra-reação — diante das ameaças do presidente americano. Segundo ele, Bolsonaro seria um homem honesto, vítima de perseguição, e deveria ser anistiado junto com sua claque depredadora e criminosa. Sim, estamos falando dos acontecimentos de 8 de janeiro de 2023.
O ministro do STF, Alexandre de Moraes, atendeu à PGR e autorizou um pedido da Polícia Federal, que teria indícios consistentes de que o ex-presidente estaria planejando uma fuga do Brasil rumo ao “sonho americano”, ao lado de Naranjito — mascote da Copa de 1982 que aqui simboliza o bufão Donald Trump — e de seu filho Eduardo Bolsonaro, hoje agitador oficial do movimento “MAGA” (Make America Great Again), verdadeiro encantador de seguidores do “jumento mamute americano” (American Mammoth Jackstock).
| Naranjito - macote da copa de 1982 |
Está tudo armado. Um circo completo — como o que montaram contra Lula, lembra?
“Sentindo o sangue na garganta
João olhou pras bandeirinhas e pro povo a aplaudir
E olhou pro sorveteiro e pras câmeras
E a gente da TV que filmava tudo ali.”
Tudo meticulosamente preparado para dar em… nada.
Exatamente como aconteceu com a prisão de Lula — hoje novamente presidente, eleito pelo povo.
Agora, os ministros do STF estão oficialmente proibidos de entrar nos Estados Unidos. Seus vistos foram revogados. E mais: Trump declarou que o ocorrido ontem foi, segundo ele, algo como “uma declaração de guerra”. (Sim, você leu certo.)
É… o sujeito é louco, é palhaço e, o pior de tudo: é mau-caráter.
Contra esse tipo, minha saudosa mãe nunca deixou instruções.
Resta a nós acompanhar, com perplexidade, os próximos capítulos desse embate econômico, geopolítico, egocêntrico e absolutamente nonsense.
Em tempo...
Trocar a Europa por um visto norte-americano?
JAMAIS, não é mesmo, senhor Trump?
Um passaporte carimbado rumo ao berço da civilização faz até a arrogância francesa soar como poesia erudita diante da empáfia do — pretenso — imperador do mundo, o tal Naranjito.
Fechando com uma dose de realidade libertadora:
Nada — absolutamente nada — do que foi feito e vem sendo feito no Brasil nos últimos oito anos tem relação com o bem comum, muito menos com o desenvolvimento da nossa pátria amada.
“Dos filhos deste solo, és mãe gentil…” — foi daí que phodeu tudo!
Os lados em disputa não representam projetos de país — representam projetos de poder.
De manter-se e manter os seus no controle. Controle da máquina, da narrativa, da massa… dos eleitores fanatizados que transformam políticos em santos salvadores ou mascotes de estimação.
Acorda, povo.
Comentários
Postar um comentário