Rolezinho no Rio de Janeiro

Rolezinho no Rio de Janeiro: quando a polícia fecha os olhos para o caos



Moro há menos de 100 metros de um batalhão da Polícia Militar do Rio de Janeiro, a famosa briosa.

Na madrugada de segunda para terça — ou melhor, já madrugada de terça-feira, por volta das 2h — passou em frente à minha casa o que chamamos de “rolezinho”.

Para quem não sabe, vou explicar: imagine dezenas de motos barulhentas fazendo aquele som ensurdecedor — rangangangangangangang — passando não só na minha sua porta, mas também na porta de um batalhão da Polícia Militar.

Pois é…

Você pode estar se perguntando: “Na porta de um batalhão de polícia?”
Sim. Esse é o nível da moral que a força de segurança fluminense possui, o respeito dispensado às autoridades na outrora “Cidade Maravilhosa”.

Em outro estado ou município, o mínimo esperado seria a saída de viaturas, com agentes prontos para aplicar a lei, restabelecer a ordem e devolver o silêncio à madrugada. Certamente haveria apreensão de motos, menores conduzindo veículos roubados e aqueles “pilotos” de chinelo Havaianas, sem camisa e usando a testa como capacete. Mas, claro, isso em um estado que não fosse o nosso.

Aqui, a polícia só costuma agir para incomodar o cidadão comum: parar o carro velho de um trabalhador para conferir se o IPVA está em dia ou fechar uma das poucas faixas de rua para realizar uma blitz “teatral”, criada para simular segurança. E, acredite, ainda existe secretário afirmando que o Rio de Janeiro nunca esteve tão bem nesse quesito.

Aliás, falando em secretários: recentemente, o secretário estadual de Segurança Pública se irritou quando o 'coleguinha' da Saúde afirmou que operações policiais e ações de criminosos já haviam forçado o fechamento de unidades de saúde mais de 516 vezes.
A verdade, secretário, é que foram mais de 600 vezes.



A Força Nacional: solução ou placebo?

No dia 19/09/2025, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, anunciou a renovação por mais 90 dias da presença da Força Nacional no Rio de Janeiro.

- Êeeeeee!!!  -  (#SQN)


Mas ainda falta avisar aos agentes… porque encontrá-los, por aqui, é tão raro quanto achar “perna em cobra”. Se alguém ver, morre!

Como canta Zeca Pagodinho:
“Você sabe o que é caviar?
Nunca vi, não comi, eu só ouço falar…”

A Força Nacional é exatamente isso: o caviar do "'pouvo fruminense", vendido caro, mas não passe de semente de mamão ou pilula de farinha para evitar bebê.

Placebo!


Seguimos em frente, com esperança e senso crítico, porque rir é o único remédio que nos resta diante desse cenário de “segurança” pública (carioca) à brasileira.


Até a próxima!

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