Trump, Putin e a Paz Sem Zelenskyy:

Negociando a Ucrânia Pelas Costas do Dono


Negociando o que não é seu


É curioso — e preocupante — ver o presidente Donald Trump tentar negociar a paz entre Rússia e Ucrânia sem a presença do presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy.

O encontro entre Trump e Vladimir Putin, realizado em uma área neutra no Alasca, foi envolto em mistério e teatralidade. Os dois líderes saíram de lá com o que muitos chamaram de “muito barulho por nada” — ou, em termos mais diretos, “muita foguetória para pouca comemoração”.


Ambos trataram de seus próprios interesses:

  • Putin quer consolidar os territórios que invadiu injustificadamente.
  • Trump busca garantir acordos comerciais, especialmente na extração de minérios ucranianos.

E Zelenskyy? Não entrou na sala. Essa é a realidade.


Nesta segunda-feira (18), acontecerá a segunda parte dessa novela: Trump receberá Zelenskyy em Washington, acompanhado de líderes europeus como Ursula von der Leyen, Macron, Merz e Rutte. A proposta? Um “grande negócio” — para a parte mais fraca, claro. E não estamos falando do Kremlin.

Sabe aquela parte da Ucrânia invadida pela Rússia?
Falando em carioquês raiz: Iiiiiiiisquece, bebê!

Para que a paz reine e vidas inocentes sejam poupadas, Trump sugere que Zelenskyy “desapegue” — como num anúncio de OLX — de parte da sua pátria.
Por quê? Porque sim. Porque o outro bateu na mesa. Porque o “pau russo” é grande — segundo a retórica informal que Trump parece adotar.

Aceitar essa proposta, mesmo com argumentos tão “convincente$”? Difícil.


Sarcasmo à parte...

A paz é indispensável — para os países envolvidos e para o mundo. Mas negociar pelas costas de um dos principais interessados é, no mínimo, estranho.

Imagine: alguém invade sua casa, toma um cômodo, e seu “amigo” de outro bairro resolve negociar com o invasor — sem te chamar — propondo que você aceite perder parte da casa para evitar perder tudo. Você aceitaria?

Eu já adianto minha resposta: NÃO!

Trump entrou como um gigante solucionador de conflitos e sai como um anão diplomático.
Quer rugir como urso, mas ronrona como gatinho quando encontra um de verdade.

No fim, parece que o “poderoso” é bom mesmo em aterrorizar o mercado internacional com tarifas e ameaças.
Valente para chantagear o Brasil, atacar nossa soberania e fingir se importar com um ex-presidente que — popcorn à parte — não fala uma frase na língua do arrogante estadista perseguidor de imigrantes.


Seguimos acompanhando os próximos capítulos desse drama geopolítico.



Uma ótima semana!

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

O Palhaço Louco

Reflexões de um feed qualquer

Rio de Janeiro: A Farsa do "Sucesso" e a Chacina que Ninguém Quer Chancelar