Adultização Infantil, Modinhas Absurdas e Política Tóxica: O Brasil Está Doente?

Adultização Infantil, Modinhas Absurdas e Política Tóxica: O Brasil Está Doente?

A nova modinha: chupetinha desestressante





Depois do boom do “Murango do Amor”, agora chegou a nova modinha modernosa: a “chupetinha desestressante”. E não, não é o que você pensou ao associar o nome a uma pessoa adulta e sexualmente ativa. Estou falando de adultos sexualmente ativos chupando chupeta de bebê. Sim, é isso mesmo.

Mais uma “descoberta” da genial geração Z — chupar aquela borracha siliconada (ou de látex, sei lá do que aquilo é feito) supostamente melhora a “rotina do sono” e funciona como produto “antiestresse”.

A criatividade dessa turma parece não ter limites. E se deveria causar estranheza, a mim só causa espanto.

Como disse Nelson Rodrigues:

“Os idiotas vão tomar conta do mundo; não pela capacidade, mas pela quantidade. Eles são muitos.”


Política, patriotismo e palhaçadas




A “queistão” da prisão de Bolsonaro, a ação antipatriótica do filho do ex-presidente e a tarifação de impostos — imposta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump — estão aí para nos lembrar que o surreal virou cotidiano.

Indubitavelmente, o ex-presidente será condenado e passará uma temporada em algum quarto bem estruturado da Polícia Federal. Acredite: melhor que o meu e o seu. E não, o Brasil não vai virar um caos, nem teremos uma guerra civil — ou “civil war”, como gostam de dramatizar.

O filho (calhorda) do ex-presidente, o tal Eduardo (bananinha) Bolsonaro, segue sua jornada em busca de apoio para fud... ops, prejudicar o Brasil. Dizem que ele é quem puxa as cordinhas do boneco alaranjado que “governa” a América. Duvido muito, mas serve como desculpa para o idiota excêntrico que está fazendo o que quer, em prejuízo ao nosso país.

Mesmo sem ser político, mas sendo politizado, acredito que o governo brasileiro deveria buscar expandir o mercado interno e externo. Não ficar na 'mão do palhaço' — refém das vontades de um chefe asqueroso como o atual, daquela nação.



Ítalo, Hítalo, Hytalo e a adultização das crianças



Após a denúncia do youtuber e influenciador Felca (Felipe Bressanim Pereira), o Brasil — e talvez o mundo — começou a entender a gravidade da adultização precoce de crianças.

Lembro bem: no fim dos anos 80, a coisa já vinha degringolando moralmente. Nos anos 90, piorou. Crianças vestidas e maquiadas como mini-adultas — pra não dizer outra coisa. A banheira do Gugu deixava muito marmanjo de “pinto duro” na sala da família brasileira, num inocente domingo. O grupo “É o Tcham” e sua boquinha da garrafa... Era comum ver crianças vestidas como as “bailarinas” do grupo em festinhas familiares.

Com a chegada da internet, esse mundo sem barreiras, tudo só piorou.


Falando a verdade!

O que faz o Ministério Público da Paraíba que não deu prosseguimento às denúncias contra Hytalo e seu esposo?

Quanto os pais dessas crianças do interior receberam do “influencer” na “venda” dos seus filhos?
Onde estava o conselho tutelar daquele estado que nunca investigou o destino de crianças desaparecidas das escolas locais?

No Nordeste, é comum a prática de “adotar” informalmente crianças e levá-las para capitais, estados do Sudeste ou até outros países — tudo sob a boa intenção de educar e oferecer uma vida melhor aos filhos de sertanejos desafortunados, em troca de algum l’argent (dinheiro).

Não estou inventando. Já morei no Nordeste e conheço bem o interior de alguns estados — especialmente os mais precários.

Hoje, os pais parecem mais relaxados do que os de antigamente, que nos deixavam “educar” com a TV ligada no programa “Mundo Animal”. Criança em idade de creche com smartphone na mão me parece estranho. Isso também é adultização?

Culpar o “algoritmo” das redes sociais é cômodo para quem é ignorante. O algoritmo não distingue um vídeo de criança seminua dançando eroticamente para um pedófilo de outro em que a mesma criança dança inocentemente numa festa infantil após o “parabéns pra você”.

Precisamos, sim, de filtros para proteger nossos pequenos dessa exposição vulgar e digital — com urgência.


Hora de agir

Vamos cobrar do Congresso ajustes nas leis e uma regulamentação séria sobre o uso da internet e redes sociais. Quem sabe investir em campanhas educativas, orientando (ou reorientando) pais e cuidadores.

O mundo está muito estranho — para não dizer doente.




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