A Novidade que Virou "A Suruba do Bobby"

A Novidade que Virou "A Suruba do Bobby"


Tenho um primo que sempre me fez rir. Ele é como se fosse um irmão mais velho. Uma pessoa simplória, com um coração enorme.

Era início dos anos 90, salvo engano, 1992. Ele cismou de comprar uma "novidade": um vídeo cassete. Sim, aquele aparelho pesado onde se colocava a fita 'gigante' para assistir a filmes, gravar programas de TV, novelas, desenhos, jogos, etc.

Aparelho escolhido, crediário feito e... tcharam! Lá estava o vídeo cassete novinho em folha!

Fui eu quem instalou, já que tinha a habilidade necessária para não precisar ler o "manual de instrução". O que faltava? Encontrar uma vídeo locadora. Sim, na época era preciso alugar filmes para assistir aos últimos lançamentos do cinema.

Interior, sabe como é, né? Foi difícil encontrar, mas achamos uma!

Depois de um cadastro que era um saco, ele escolheu alguns filmes: um do Mazzaropi, um infantil para os dois filhos e, por último, um que ele pegou pelo título: "O Amigo de Bobby". A escolha foi pela história de amizade… fofo, não?

Já era sábado, e logo depois do almoço nos sentamos para desfrutar de horas de diversão. Para deixar tudo ainda melhor, minha prima convidou o vizinho da frente e a esposa dele. Eles eram bastante amigos, gente boa mesmo.

Às 15h, começamos a assistir ao filme do Mazzaropi, pois as crianças já tinham assistido ao deles – lembrei o que era! A animação da Disney, Aladdin.

Terminada a comédia do caipira Jeca, meu primo pegou a fita de "O Amigo de Bobby", a última para assistirmos. Ele já estava "pilotando" o moderno vídeo cassete e o controle remoto. Fita empurrada, e o filme começou a rodar... nem estava totalmente rebobinado.

De repente, a imagem de dois caras nus aparece na tela. Um de quatro, e o outro... bem, desnecessário dizer o que o cara barbudo de pé fazia atrás do outro. Lembro até hoje: o cara "ativo" barbudo com uma voz grave dizia:

— Yes! Oh, yes, Bobby!

E o Bobby respondia aos gritos, de quatro:

— Oh, my God! Fuck me!

Eu nunca vi um homem tão desesperado com um controle remoto nas mãos. Minha prima, gritando, tentava cobrir os olhos dos dois garotos e pedia para meu primo desligar aquilo. O vizinho e a esposa, sem saber o que fazer, morrendo de vergonha.

E eu?

Eu estava rolando no chão de tanto rir – a barriga doía! Não conseguia tirar o controle da mão do meu primo... só ria e chorava.

Até que ele, em um ato de desespero, puxou a tomada atrás da estante, interrompendo o coito do "Bobby e do seu amigo íntimo".

Enfim, até hoje me divirto com essa história!

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