Tentativas de ofensas?
Tentativas de ofensas? Vamos conversar sobre isso...
| Postagem no Threads |
No domingo, fiz uma postagem despretensiosa no thread. Nela, de forma resumida, contei o que aconteceu comigo após insistir em ouvir um "bom dia" da operadora de caixa.
Para mim, ser educado e cordial é algo natural. Quando dei "bom dia" e repeti logo em seguida, achei que ela, a moça do caixa, simplesmente não tivesse escutado. Mas logo percebi que o silêncio era intencional. Ainda assim, insisti mais uma vez e, num impulso infeliz, perguntei se ela estava "de mal com a vida".
A situação poderia ter terminado ali: ela seguiria com seu amargor, e eu seguiria com minha vida.
Mas…
Ela decidiu reagir, tentando me constranger de forma desnecessária e injusta. Óbvio que eu não ia passar o resto do dia tentando arrancar cordialidade de alguém que não queria oferecê-la.
A fiscal do caixa se aproximou. A operadora olhou para ela, depois para mim. Para aliviar o clima e evitar um desconforto maior, elogiei o atendimento da loja e da funcionária.
Não ofendi, não desrespeitei, não constrangi ninguém. No final, ela sorriu, a fiscal agradeceu, e cada um seguiu seu caminho.
Resolvi compartilhar esse episódio em um post, e aí pronto: fui de santo a demônio, de chato a assediador, de debochado a velho carente. Me chamaram de tudo, em tentativas de me ofender. No fim, o post ultrapassou 2 milhões de visualizações e quase 6 mil curtidas. Jamais imaginei que geraria tanta confusão.
Mas, sinceramente? Mesmo se soubesse… eu teria postado do mesmo jeito. (risos)
Brincadeiras à parte...
Muita gente me condenou por eu dizer, em resposta à mesma postagem, que "quem trabalha atendendo o público tem obrigação de ser educado e cordial".
Ora, ora, carambolas no quintal da dona Aurora…
Eu apenas falo o que penso e vivo o que acredito. Foi assim que fui educado. Foi o que aprendi nos meus primeiros empregos — dois deles como balconista de padaria.
Agora, para aqueles que acharam que poderiam me ofender — ou ofender qualquer pessoa da minha geração — fica a dica:
Achar que me atinge me chamando de "velho" por ter mais de 55 anos? Sabe o que isso significa? Que sobrevivi. Que acumulei experiências que você ainda nem sonha. Que vivi o suficiente para saber que sua opinião sobre minha idade não muda absolutamente nada sobre quem eu sou.
Sou careca? Imagine pensar que a ausência de cabelo determina o valor de alguém. Enquanto você se preocupa com o que está ausente no meu couro cabeludo, eu me preocupo com o que está dentro dele. E adivinha? Está cheio de coisas que cabelo nenhum pode comprar.
Ah, essa é clássica: estou acima do peso? Não tenho pescoço? Como se meu corpo fosse assunto seu. Como se minha existência precisasse da sua "validação" (gostei dessa palavra, foi o que mais li esses dias). Como se um número na balança definisse minha felicidade, minha competência ou meu direito de ocupar espaço e existir.
O que te faz pensar que eu não tenho espelho em casa?
Quando você tenta me ofender com essas coisas, só revela o quão raso é seu entendimento sobre o que realmente importa na vida.
Reforça a sua falta de intelecto ao emitir uma opinião com a intenção de massacrar alguém, na pretensão de constranger quem sobreviveu aos anos 70 e 80 (?)... é tentativa inútil!
Sou casca-grossa, pau de aroeira, curado com 'merthiolate' (quando ardia) e conhecedor do ardor da vara de marmelo.
O que você usa para tentar me diminuir são apenas características. Não são defeitos, tão pouco fracassos. São apenas parte da minha jornada.
E se você acha que isso me machuca, talvez seja hora de refletir sobre o que realmente te incomoda quando olha minha postagem e correlaciona com a foto do meu perfil.
Porque não é minha idade, minha calvície ou meu peso. É minha liberdade de existir sem me importar com sua aprovação.
Fique bem, seja feliz, viva em paz!
(*) Não quis falar por todos, mas sim pelos que se identificam.
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