Carnaval: Entre Folias e Reflexões
Então chegou o Carnaval, época mais esperada
Bom, acho que perde para o Natal e o Ano Novo, mas há controvérsias. Gosto mais pelo período de descanso. Eu nunca fui um 'verdadeiro' folião carioca, mas frequentei, quando jovem, bailes de Carnaval (gostava) e saí fantasiado, salvo engano, em 3 Carnavais. Era louco para usar um bate-bola (Clóvis), mas minha mãe não deixava, não achava uma coisa de 'gente do bem' (olha que nunca fui santo). Ainda assim, saí a primeira vez escondida, e nos anos seguintes fiz como eu queria.
Com 22 anos, descobri algo que poderia ser melhor que os dias de folia e bebedeira. Eu já era roqueiro e nessa idade um deslocado com toda aquela coisa de folia.
Uns amigos decidiram acampar na praia todos os dias de Carnaval e me convidaram. Claro, de pronto achei a ideia legal. Ali começava outra 'paixão'… Acampei por 5 anos seguidos, quase sempre com a mesma turma. Passamos 5, 6, 7 e até mesmo 9 dias isolados do mundo agitado. Ainda hoje me questiono: 'Como pude achar bom ir para a praia, dormir em barraca, comer de maneira improvisada, usar a natureza como sanitário e caminhar 3 quilômetros para buscar água'?
Voltava queimadão, quase preto e os olhos mais verdes e vivos que nunca.
Confesso que hoje não faria quase nada do que já fiz na vida — principalmente na adolescência/juventude.
Não curto escola de samba, não vejo desfile e tento, ao máximo, me manter alheio às coisas que acontecem nesses dias. Prefiro a paz do meu quarto, a companhia da minha mulher, minha TV, se possível, uns dias de 'rock 'n roll' e umas cervejas geladas.
Admiro quem tem a energia necessária para tantos dias de blocos, desfiles, bailes, trios, etc. Sério, hoje com 55 anos, não me imagino vestido, sei lá, de que fantasia saindo por aí entoando...
"Allah-la-ô, ô-ô-ô, ô-ô-ô Mas que calor, ô-ô-ô, ô-ô-ô Atravessamos o deserto do Saara O Sol estava quente e queimou a nossa cara."
Até quarta-feira de cinzas!
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