A Inocência Roubada

A Inocência Roubada
Quando a indignação supera o espírito cristão

Sou católico e sempre escuto o Padre Marcelo Rossi, por quem tenho muita admiração. Ele sempre nos orienta a evitar nos contaminar com notícias do cotidiano, essa violência que se atira na nossa cara.




Sou um homem maduro, já passei dos 55 anos — confesso que, apesar de manter uma empatia inata em mim, não sou de me afetar facilmente, mas...


Há coisas que me tiram do espírito cristão, o qual tento manter.

 

Hoje ouvi no rádio sobre um "coisificado" (pois me recuso a ofender a humanidade tratando esse ser como semelhante), preso acusado de matar uma menina de 10 anos. Disse em depoimento que "ofereceu pizza" para atrair a inocente vítima.

Isso aconteceu no interior de Minas Gerais, não que deixe de acontecer em qualquer outro lugar desse Brasil. Leia a matéria: "Acusado de matar menina de 10 anos diz que 'ofereceu pizza' para atraí-la".


Não consigo entender como um "homem" adulto pode ver em uma CRIANÇA de 10 anos uma sedutora mulher para pensar em ter relação sexual.

 

Tornar-me parâmetro para os outros não é minha pretensão. Fui jovem e nunca vi meninas como mulheres adultas. Certa vez, com 22 anos, uma garota de 14 anos quis me beijar e eu recusei. Disse que ela era uma criança.


Não consigo entender o que leva um indivíduo a desejar uma menina que, creio eu, deve estar apenas entrando na pré-adolescência. O que fazer com um criminoso desse tipo?


Acredito que "pena de morte" não seria solução em um país como o nosso, mas a castração (definitiva) e a condenação à prisão perpétua já deveriam valer como forma de "justiça".

A família nunca mais verá a pequena Yara Neves (Senhora das Águas).

 

Yara não vai terminar o ensino fundamental, o ensino médio, a faculdade ou escolher o que gostaria de fazer, de ser. Sua existência foi cessada no momento em que aceitou a oferta de uma "pizza", que desejou como guloseima enquanto era desejada como "mulher".

- O que fazer com esse ser coisificado?


Deus! Deus! Deus!

A Sua misericórdia e o Teu conhecimento, diante da minha escória natureza humana, não me permitiram ser pai de uma menina.


Sinceramente, não mataria essa "coisa". Mas ele iria saber o que é "viver" sem os olhos, sem testículos e sem o órgão sexual.


Sei que, de tanto "olho por olho e dente por dente" — lei de Talião, acabaríamos cegos e desdentados. Mas essa seria a forma mais justa para que eu, enquanto pai, pudesse suportar meus dias nesta terra.

Não vou me desculpar por este desabafo — até porque esta é a minha opinião, é o meu "penso assim, e daí", mas deixo aqui o meu pesar.



Até a próxima!




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