O Implacável Calor Carioca

Como sobreviver às altas temperaturas no Rio de Janeiro, do passado ao presente

Desde segunda-feira estamos sofrendo com aquele calor típico carioca/fluminense – o de sempre!

Cristo Redentor


Sim, acredite em mim. O Rio sempre foi extremamente quente, e eu sei disso desde 1974, o primeiro verão de que me lembro – ano em que tivemos nossa primeira TV colorida.

Nossa, eu tinha uma cabeleira encaracolada (hoje sou careca) e ela ficava pesada de tanto suor. Minha mãe me deixava de cueca o tempo todo... bebendo “Ki-Suco”. Só quem tem mais de 40 anos sabe o que é.

Nasci em Botafogo, mas fui criado em Jacarepaguá e, da adolescência à idade adulta, morei em Bangu – então não venha me falar de calor ou me ameaçar psicologicamente com “sensação térmica” ou outros besteiróis que compõem a atual geração de afetados – a turma do final dos anos 90/início do século XXI.

Ouvi sobre a preocupação de prefeitos e outros com o calor que assola o povão. Escolas sem ar-condicionado, sem ventilador, sem bebedouro (com água gelada) e blá blá blá.

Olha, não quero bancar o insensível ou o indiferente, mas... no meu tempo de escola quase não tinha ventilador nas salas de aula. Bebedouro, só com água quente. Sensação térmica? Nunca ouvi falar nisso. Mas lembro que era comum o povo fritar ovo na calçada e até mesmo em uma frigideira deixada no sol – acho que isso sempre foi parte do “folclore urbano” carioca.

Entendo que está mesmo quente, que o verão é desesperador, mas é verão, gente! É Rio 40 ou 50 graus, tanto faz!

O que sei é que reclamar não adianta, porque isso não vai resolver e não vai diminuir um grau do forno em que você vive.


– É, reclamar não adianta!

 

Faça o que puder para amenizar seu sofrimento, mas não se desgaste e não descarregue nos outros o que te aborrece.


O verão vai passar, calma que março é logo ali.

 

Não foco no verão - prefiro esperar o outono

Não perca tempo com o sensacionalismo dos telejornais, pois quando estão sem assunto "relevante" fazem de tudo para reter sua atenção – ainda que isso custe sua saúde mental.

Seja grato! Por tudo, dê graças – isso vai te ajudar a ter uma visão mais positiva e desenvolver resiliência. E não menos importante, “se sente calor, frio, molhado, seco, toque, dor... é sinal de que VOCÊ está vivo!” – isso é maravilhoso!


Até a próxima!

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